A economia de Santa Teresa tem os pés na terra, literalmente. O café domina a paisagem rural: só em 2017, o município colheu 6.221 toneladas de conilon e 2.223 toneladas de arábica, respondendo por quase 87% de toda a lavoura permanente do município. Mas é o vinho que dá à cidade um lugar de destaque no mapa capixaba — Santa Teresa é a maior produtora de uva e vinho do Espírito Santo, respondendo por cerca de 80% da produção estadual, um setor que ganhou força na última década com a chegada de pequenas vinícolas e cervejarias artesanais que hoje também são atração turística.
Olhando para o conjunto da economia local, os serviços respondem por quase metade do PIB municipal (48,7%), seguidos pela administração pública (23,2%), pela agropecuária (19,8%) e pela indústria (8,3%) — uma composição típica de município pequeno onde comércio, turismo e serviços públicos sustentam boa parte da renda, sem que isso tire o protagonismo do campo. O PIB per capita mais recente (2023) é de R$ 35.982,08.
O agroturismo é onde essas duas frentes se encontram: dezenas de sítios e pequenas propriedades rurais abrem as portas para visitação, oferecendo desde degustação de vinho e cerveja artesanal até queijos, doces, cachaça e artesanato de produção própria — um modelo de negócio que depende diretamente de quem visita a cidade saber que esses lugares existem, e é exatamente a lacuna que o diretório de negócios do site pretende preencher.
A formação dessa mão de obra rural tem raízes profundas: a Escola Agrotécnica Federal de Santa Teresa, criada em 1940, forma gerações de produtores locais até hoje. E a floresta também entra na conta econômica — o eucalipto ocupa cerca de 9,7% do território municipal, ao lado de uma cobertura de mata nativa preservada de aproximadamente 32% da área do município, o equilíbrio que sustenta tanto a economia rural quanto o turismo de natureza.